segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

                Todo mundo sabe que eu adoro ler e que geralmente eu não compro os grandes lançamentos do momento, principalmente por serem caros e às vezes, feito para agradar todo mundo e ser um sucesso fácil. Meu negocio quando entro na livraria é a estante da promoção e dos livros de R$10,00.
                Foi exatamente na estante dos dez reais que comprei Os Adoráveis de Sarra Manning, que se vende como uma historia de amor entre Jeane Smith e Michael Lee, dois opostos que se atraem, se repudiam e falam o que tem de falar na cara um do outro. Mas Os adoráveis é muito mais que isso: é sobre ser diferente e se orgulhar disso, sobre ter o mundo da tecnologia e da internet aos seus pés, sobre liberdade e emancipação e sobre o amor – aqui de todos tipos – e principalmente sobre o que é ter e ser família.
                Jeane sabe desde sempre que foi concebida para tomar o lugar do irmão, que seus pais não a amam, não por maldade, mas muitas coisas aconteceram dentro da família e que ela não pode contar com eles, embora seu pai vá visitá-la de quatro em quatro meses para ver como andam as coisas e sua mãe viva escondida no Peru com a desculpa de fazer uma pesquisa cientifica e telefone para ela religiosamente todos os domingos, sete horas da noite e Jeane fique apenas irritada com a conversa que elas têm nesse momento. Mas pode contar com Bethan, sua irmã mais velha que mora em Chicago que se mudou para outro país com a promessa de Jeane limpar o apartamento e comer verduras pelo menos uma vez por dia e claro, terminar a Qualificação. Jeane ama a irmã, mas ama muito a sua vida de blogueira e criadora de tendência.
                Jeane e Michael se conhecem e se detestam, mas depois que ele a beija em um momento irritante para fazer com que ela calasse a boca, seus lábios nunca mais se desgrudaram e isso choca os dois. Porque eles não têm nada em comum a não ser dois ex que agora estão juntos.
                A graça do livro está em colocar um casal que se odeia e acaba se apaixonando para discutir temas muito relevantes e caros ao século XXI: tecnologia, mundo virtual versus mundo real, a geração Y, que determina tendência o que empresas vão criar para esse público, ser autêntico em uma fase da vida onde quem manda é a turma, a falsa sensação de termos muitos amigos nas redes sociais, mas quando a necessidade aperta se vê sozinha na véspera de natal e a desconstrução de conceitos de que não precisamos da família, o que na verdade é uma grande balela. E Jeane descobre isso em um incidente aparentemente banal, mas faz com que ela comece a questionar sua vida e seu estilo de vida.
                O livro é desprentencioso, mas com diálogos inteligentes, sarcásticos e divertidos. Os diálogos entre Michael e Jeane são os melhores. Imperdíveis também são as divagações tanto dela como dele, bem como as descrições das roupas inacreditáveis que ela usa. É uma leitura tão bacana que quando percebi que estava terminando fiquei triste e comecei a economizar o livro, mas não teve jeito. A leitura de Os Adoráveis chegou ao fim e eu louca pra recomendar o livro pra todo mundo.
Leiam e me contem se gostaram depois.

                

domingo, 29 de setembro de 2013

Maionese, comidas exóticas e minha mãe

                Cresci em uma casa onde maionese só entrava quando no almoço de domingo tinha visita e a visita tinha que ter um alto conceito com minha mãe, pois ela fazia uma salada russa – maionese com beterraba - que eu e meus irmãos comíamos ajoelhados de tão gostosa que era.  Leite condensado, doce de qualquer espécie e até mesmo um refrigerante era coisa especial que só entrava em nossa casa no fim de semana ou em dia de festa. É verdade que eram tempos difíceis, mas muito mais que questão de grana, minha mãe primava pela saúde e por comidas saudáveis. Meu pai nunca (nunca mesmo!) comeu um MacDonald, não gosta de pizza e nas poucas vezes que comeu um cachorro-quente reclamou horrores daquela salsicha esquisita.
Até hoje os únicos doces que  minha mãe aceita em dias normais são rapadura, goiabada e o marrom glacê da lata ou do pacotinho, mais do que isso, só com autorização de dona Dasneves.
                Meus pais são nordestinos, ele cearense, ela do Maranhão e adeptos da comida de verdade, então as comidas que a maioria das pessoas acha exótico, em minha casa é motivo de festa. Quer um exemplo? No aniversário da minha mãe e do meu irmão – eles aniversariam no mesmo dia - o prato principal da comemoração foi a língua de boi assada no molho apurado que minha mãe faz. A família inteira caiu matando, quer dizer, as cunhadas e afins dispensaram e fizeram cara de nojo. Para esse grupo minha querida mãe tem sempre um franguinho à posto para quem não curte essas comidas típicas.
                Mas voltando ao quesito maionese que foi isso que me motivou a escrever esse texto, quero dizer que amo de paixão, mas tenho poucas oportunidades de saboreá-la. Não como maionese na rua, morro de medo de passar mal então fica restrito aos almoços na casa dos amigos e se eu der sorte da anfitriã ter feito a tão formidável salada. Coisa que raramente acontece. Lembrei disso enquanto fazia um sanduiche pra matar a fome do domingo à noite com umas sobras do frango assado da padaria, coisa que eu adoro. Enquanto eu abria metade de um pãozinho lembrei que cairia bem uma maionese, mas lembrei que isso era algo que não pertencia a nossa casa. Fui lá então colocar um fio de azeite extra-virgem como aprendi que é mais saudável e acompanhado de um suco de manga como a mamãe me ensinou. Comida de mãe é realmente uma coisa maravilhosa!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O caso do para-brisa



Eu tinha prometido que não iria partilhar essa história, mas não resisti, então aí vai ela!!
Segunda-feira levanto e vou fazer o que se faz todo dia: trabalhar. Junto minhas tralhas e entro no carro, dou partida, manobro e percebo que o para-brisa, do meu carro está imundo; o que faço então? Ligo o limpador para jogar uma água no vidro e limpar a sujeira para que eu pudesse ver o dia lindo que se estendia diante de mim. Qual não foi minha surpresa ao ouvir um barulho cortante de vidro e olho pra frente e vejo que do limpador do para-brisa só tinha as hastes metálicas! Alguém muito inspirado roubou as palhetas. Além do susto, me veio a raiva do FDP que fez aquilo e a frustração de saber que com certeza iria me doer no bolso, coisa que realmente aconteceu.
Liguei na autorizada pra saber o valor das novas hastes: R$90,00 e não havia cobrança para a instalação, achei o preço salgadíssimo, mas tive a ideia de ir também no setor H Norte de Taguatinga, onde se localizam lojas e oficinas automotivas, na segunda loja em que entrei consegui comprar e dentro de mim dei pulinhos de alegria: a coisa só me custou R$38,00 e fui toda feliz pro meu amigo Beto instalar. Só que quando cheguei lá ele olhou e me disse que aquela não era a palheta certa para o modelo do meu carro. Respirei fundo e voltei na loja, conversei com o vendedor dizendo que aquela não era a haste indicada, ele tentou argumentar, mas sem alternativa me devolveu o dinheiro, me indicou outras lojas e lá fui eu! Visitei seis lojas e nenhuma delas tinha o bendito modelo de palheta. Me resignei que tinha que comprar na autorizada, e terça-feira à tarde lá estava eu na concessionária para comprar. Cheguei no setor de peças dei meu sorriso mais bonito e falei:
- Boa tarde! Por favor, eu gostaria de comprar as palhetas do limpador de para-brisa do meu carro.
- Qual o modelo, senhora? - pergunta o vendedor
- Fiesta Rocam modelo 2012/13 - eu respondo.
Ele procura no computador se volta pra mim:
- Silicone ou borracha?
- Aí você fez uma pergunta difícil! - eu disse - Não faço a menor ideia!
- A senhora veio no carro?
- Sim - respondo e mostro onde o carro está.
Ele então se levanta vai lá, olha e pergunta:
- Onde estão as velhas?
No que eu respondo:
- Meu querido, não tem velha, elas foram roubadas! Por isso eu estou aqui comprando novas!
No que ele coça a cabeça, abre os braços e pergunta:
- Uai?!? Então como é que faz?
Gente, eu juro que na hora vi tudo vermelho! Respirei fundo e disse pro cara:
- Não! Você tá de sacanagem comigo! Eu estou na autorizada do fabricante do meu carro e você não sabe o modelo de palhetas adequado pra ele? Pelo amor de Deus, amigo!
Ele me olha com cara de quem não sabe o que fazer, então volta pra mesa, mexe no computador e resmunga algo do tipo "acho que é essa aqui, vamos ver..."
Claro que eu ainda pedi desconto no que ele prontamente me deu e ainda dei uma chorada pra ver se o valor poderia ser maior, mas não colou. Paguei e um dos consultores instalou as palhetas, coisa de trinta segundos. Além de saber o que estava fazendo o técnico era super simpático e não acreditou quando eu contei o que havia acontecido com  os limpadores. Quando tudo terminou meus limpadores de para-brisas estavam no lugar, eu estava satisfeita, morta de calor, louca por um banho e rindo horrores da cara do vendedor sem saber o que fazer sem o modelo para comparar. Nessas horas eu penso que viver é tão divertido quanto dolorido, a gente chora por alguma coisa e logo depois está rindo sobre ela. Acho que é por isso que vale tanto à pena estar por aqui. 

P.S. Esse post vai especialmente pra Danieli Batista, que quer deixar de ser médica pra ser roteirista de sitecom!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Titã Merv Griffin


Ontem assistindo Titãs (Discovery Civilization, Net 86), conheci um dos percursores do talking show e dos jogos na televisão: Merv Griffin. Provavelmente muitos de nós nunca ouviram falar desse cara, mas sua história é tão empolgante que merece ser contada e conhecida. Apaixonado por palavras cruzadas, trívias e caça-palavras, Merv sempre acreditou que a televisão deveria ter programas inteligentes e que não substimassem a inteligência de seus telespectadores.
Por acreditar nessa premissa teve vários programas rejeitados ou quando começava a querer tomar as rédeas de seus programas estes eram cancelados e Merv demitido. Ele percebeu  que não teria chances nas grandes emissoras; começou então a produzir seus próprios programas e vende-los a pequenas estações espalhadas pelo país. Em pouco tempo seu programa de entrevistas era um sucesso e só então ele cogitou voltar para a CBS, mas com liberdade total sendo o diretor criativo de seu show e ganhando o maior salário já pago a um apresentador.
Merv não era um simples entrevistador, ele tinha um grande respeito por todas as pessoas com quem iria conversar e sempre conseguia deixá-los à vontade; ele foi o primeiro a entrevistar Martin Luther King, quando todas as emissoras tinham medo de ofender seus telespectadores brancos e classe média. Merv não só o entrevistou como lhe perguntou o que ele fazia para se divertir numa cidade tão exuberante como Nova York. Durante a entrevista o dr. King sorriu e descontraidamente respondeu-lhe a pergunta. A entrevista foi um sucesso estrondoso tanto para Merv com para o dr. King.
Entrevistou Orson Wells dias antes do lendário diretor morrer. Na ocasião Wells lhe disse que se sentia inspirado e que aquela seria a oportunidade de Merv fazer todas as perguntas que sempre quis fazer, e ele - Wells - iria responder. O apresentador não se fez de rogado e perguntou tudo que ele e o público queriam saber ao marido de Rita Haywort.
Merv Griffin ganhou dezessete Emmys, o Oscar da tevê americana, entrevistou mais de vinte e cinco mil pessoas em seu programa, entre elas Tom Cruiser, Jerry Seinfield e Ronald Reagan. Quando decidiu encerrar sua carreira na televisão ele simplesmente disse que não havia mais ninguém interessante para ser entrevistado. Ele se desligou do show business e foi atrás de novos desafios: virou empresário do ramo hoteleiro comprando o tradicional Beverly Hills Hilton Hotel e criador de cavalos de raça chegando a ganhar um torneio nacional.
O apresentador morreu em agosto de 2005 de câncer na próstata e ao ganhar seu último Emmy ele disse que em sua lapide deveria constar a seguinte frase:
"Não volto já depois dos comerciais!"

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Navegando virtualmente

Antenado com o seu tempo e sensível ao deslumbramento das pessoas acerca das novas tecnologias e principalmente com a recém descoberta internet, Gilberto Gil dá a sua versão de como as coisas estão acontecendo com esta nova ferramenta e o que pode acontecer quando o mundo está ao toque de um clique.
Claro que a música também em alguns momentos já está obsoleta; a maioria das crianças já não sabe o que é um disquete que foi substituído por pen drives bem menores e com maior capacidade de armazenagem de informação e muito mais fácil de ser transportado.
No mais, tudo que Gil canta acontece: a união de pessoas de diferentes países em torno de determinado assunto, a transmissão de notícias e fatos em tempo real não importando a distancia que nos separa.
Se Gil escrevesse hoje essa canção com certeza não faltaria na letra o advento das redes sociais, os celulares que são mini-computadores equipados com câmeras e acesso a internet a ascenção e queda do Orkut, a quantidade de blogs e páginas pessoais e a webpage da vez: o Facebook. De resto, tudo ainda está com ele canta  e a navegação pela infomaré continua de vento em popa!

NUnca ouviu Pela Internet? Olha ela aí:




P.S. Esse texto foi escrito para um trabalho do Curso Proinfo/2012 da SEE-DF. A tutora mostrou que não haveria problemas em fazer as postagens em um blog já existente.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O clube do Pai e do Filho




Acredito cada vez mais que todas as relações de amor e afeto são construídas, principalmente aquelas de amor parental: amor de pai pra filho e vice-versa. Esses laços afetivos precisam ser cultivados no dia-a-dia para que possam dar frutos e mais tarde entendidos como amor incondicional. Nesses tempos de individualidade, tecnologia e autossuficiência é cada vez mais comum escolhermos a nossa família e não ter obrigação nenhuma com aquela que biologicamente o destino nos vinculou.
Quero falar hoje de relações construídas, mais especificamente de uma história que li falando do amor de um pai por seu filho. O nome do livro? O Clube do Filme. Então sem mais delongas vamos à premissa do livro.
David Gilmor, jornalista e crítico de cinema canadense, observa com pânico crescente as notas do filho, Jesse, de quinze anos, despencarem vertiginosamente. Ele e a ex-mulher mudam o garoto de escola, mas a situação não muda e a cada dia a infelicidade do menino é mais patente em seu rosto. Em um ato desesperado, David propõe ao filho o seguinte trato: Jesse poderia sair da escola e, em troca, o pai teria a promessa de que o filho não se meteria em encrenca (leia-se, nada de drogas ou confusão!) e que três vezes por semana eles se reuniriam e assistiriam a um filme escolhido por David. Jesse nem titubeia e aceita o trato imediatamente. E assim começa a “educação” do garoto.
É claro que David não escolhe apenas os filmes que pudessem educar Jesse, mas tudo que poderia provocar alguma reação ao estado apático do garoto. Os filmes que pai e filho assistem vão desde ‘Assim caminha a humanidade’ até o mais puro romantismo deslavado de ‘Uma linda mulher’ passando por Goddard e o clássico japonês Ram. Mesmo com tão grande diversidade de gênero, David percebe que pouca coisa (ou nada mesmo) muda na vida do filho. 
A primeira coisa que se percebe é o tanto de amor que David tem pelo filho e vice-versa. Não apenas pai e filho, mas amigos incondicionais com longas conversas sobre qualquer assunto, inclusive, sobre as coisas que angustiam a ambos.
 David teve a sensibilidade de entender e perceber que se forçasse o filho na escola as coisas poderiam ser piores, ele chama para si a responsabilidade de guiar o filho para a vida, mesmo sabendo que seu plano talvez não desse certo. E no meio de todos esses questionamentos chama atenção o modo como  se dá a dinâmica familiar no qual a dupla está inserida: Jesse bebe, fuma e não tem horários rígidos a cumprir e tudo isso com o aval do pai, que deixa o filho escolher o vinho que será degustando no jantar.
Jesse tem todas as fases que um adolescente passa na vida: o primeiro amor, as desilusões amorosas, as más companhias, o mutismo e os dias passados embaixo da coberta em um quarto escuro sem querer ver ou falar com alguém.
Apesar do trato, o garoto se mete em confusões que só não fazem o pai desistir dele e do combinado porque Jesse, apesar de tudo, é inteligente e tem um poder de argumentação que deixava o pai muitas vezes sem saber o que dizer. São absolutamente interessantes as dúvidas, angústias e medos que o pai tem em relação ao futuro do filho, principalmente porque o tempo vai passando e nada de Jesse encontrar seu rumo. Em muitos momentos David se vê defendendo o filho dos amigos que o olham torto e com desconfiança sobre a decisão de Jesse não frequentar a escola e seu apoio a decisão do garoto. Não à toa, ele se questiona se o que ele está fazendo é o certo e que bem ele está fazendo pela vida do filho.
Quando por fim Jesse resolve assumir sua vida, David se surpreende com as decisões do rapaz e percebe que todo o esforço valeu à pena. É engraçadíssima a ocasião em que o pai sabatina o filho sobre o cinema francês e suas vertentes e Jesse tranquilamente responde a todas as perguntas. Ou os momentos em que os dois conversam sobre as mulheres e o efeito delas na vida de ambos.
 A tristeza de David se dá por ele perceber que nunca mais ele pode ter essa proximidade com o filho, este momento em que ele literalmente guia Jesse para o caminho certo e acaba mostrando como um pai presente pode ser tudo o que precisamos em determinados momentos da vida.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

42


O número assusta, principalmente quando me olho no espelho e não me sinto com tantos! Quero fazer muitas coisas, viajar mais, estudar, amar quem sabe pelo menos uma vez. Sentir o mundo e experimentar. Fico pensando como será minha reação daqui a dez anos quando eu me olhar novamente e talvez não me reconheça. Só tenho uma certeza: quero estar feliz.
É provável que muitas coisas não se realizem, mas nem por isso quero me entristecer, que durante todo esse tempo eu não perca a capacidade de me alegrar, amar e sonhar, mas o melhor de tudo é perceber que aquilo que me era caro e importante e que iria – pelo menos era o que eu achava - me fazer feliz é tão desimportante diante das coisas que conquistei que hoje chego a sorrir e às vezes me perguntar: como que um dia eu quis isso?
Querem um exemplo? Essa semana liguei a tevê de madrugada e estava passando um filme do Jean Claude van Damme, eu vendo aquilo e pensando como é que eu já pensei que essa cara era bonito? Ou que era talentoso? E o filme era um trash ridículo onde ele fazia papel de gêmeos, quer dizer, era duplamente ruim. Agradeci em voz alta que a gente envelhece e nossos gostos mudam... e para melhor.
Que venham outros números e eles sempre serão maiores!!! Estou preparada!!!!


P.S. A música é exatamente o que eu penso do futuro. Se cheguei até aqui é porque me permiti.