Como explicar a tremenda vontade antes e depois apenas o desejo de rechaçar? Quando terminou queria ir embora pra minha casa, me afastar de lá. Não por consciência, nojo ou qualquer sentimento ruim. Apenas que, o que eu queria tinha conseguido, mais nada. E isso está virando rotina.
Escrevo quando estou alegre, quando estou triste, chateada, zangada e apaixonada. Coloco também minhas impressões sobre o que vejo, sinto, vivo e sobre as coisas a minha volta. Não tenho ritmo, nem compromisso, escrevo quando me dá vontade, mas principalmente para não enlouquecer.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Epifania
Como explicar a tremenda vontade antes e depois apenas o desejo de rechaçar? Quando terminou queria ir embora pra minha casa, me afastar de lá. Não por consciência, nojo ou qualquer sentimento ruim. Apenas que, o que eu queria tinha conseguido, mais nada. E isso está virando rotina.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Mulher rejeitada
Olá, meu caro!
Estou te escrevendo para agradecer o que você fez por mim mesmo sem saber. Sim, caríssimo você foi um divisor de águas em minha vida, eu decidi que à partir de você eu não mais olharia para nenhum homem esperando que ele seja “aquele” ou meu príncipe encantado, tampouco, o homem da minha vida, ele não existe. Engraçado, não é? Você não me conhece eu não te conheço e você me fez um bem.
Lembra aquilo que te falei quando conversamos a primeira vez? Que você não me decepcionou? E você ficou super curioso pra saber sobre o que eu estava falando, então, agora eu vou te contar: quando disse que você não me decepcionou estava falando de como foi a sua abordagem, você não estava interessado em mim, queria saber se eu estava disposta transar com você. E olha que surpresa, eu estava interessada em você. Eu olhei seu perfil naquela rede social, vi suas fotos, suas comunidades e achei que valia a pena te conhecer, pedi em uma prece que você não fosse igual aos outros, mas você se revelou igual aos outros. Longe de mim querer alguma coisa romântica, eu sabia exatamente o que iria rolar, mas você, conseguiu estragar uma coisa tão bacana como um encontro entre duas pessoas para partilharem uma coisa tão legal como sexo, numa coisa nojenta e suja.
E sabe o que eu penso sobre nosso encontro? Que seria no mínimo divertido, mas que pena, você me dispensou. Quer saber mais? Você amarelou, ficou com medo do que eu te falei nas mensagens que trocamos, o engraçado é que as mais picantes eram suas, eu apenas respondia ao que você escrevia. Concluí que posso ser uma mulher disposta, mas não posso dizer que sou. Posso dá pra você, mas tomar a rédea da situação, jamais! Posso ser dona do meu próprio prazer, mas serei vista como fácil e desfrutável por isso. Que contradição, meu Deus!!! Tantos aos, queimaram sutiãs, nos masculinizamos, mas no final ainda vale o estereótipo da mulher sonsa e assexuada. E muita vezes vejo de camarote a frustração de vocês homens ao escolheram a mulherzinha com companheira de vida.
Eu também sei o que pode me fazer bem e mal, e do jeito que a coisa andava e do tanto que eu fantasiava eu me ferraria bonito. Eu me sinto angustiada, queria ir com você, dá pra você, mas sabia que eu sairia machucada. Fiz então o que podia para me proteger: cortei todo e qualquer contato que nós poderíamos ter, e pouco adiantou, sigo ainda querendo e desejando sua atenção, uma palavra sua e um convite seu, mas sei que nada disso vai acontecer.
A essa altura, caso você leia este texto, deve estar se enchendo de orgulho ou talvez não entendendo nada. Olha o que você fez (aliás, não fez!) com a mulher adulta e independente, mas que está carente e necessitada e capaz de fazer qualquer coisa pra ter um pouco de carinho (!) em um sexo casual vazio!
E eu estou aqui, com o coração pequeno, raivosa e com uma ponta de inveja das outras mulheres que estiveram com você e sinceramente, não sei quem sou. Mas realmente não importa, porque o que realmente interessa e a imagem que projeto para os outros. O ser passa longe disso.
Estou te escrevendo para agradecer o que você fez por mim mesmo sem saber. Sim, caríssimo você foi um divisor de águas em minha vida, eu decidi que à partir de você eu não mais olharia para nenhum homem esperando que ele seja “aquele” ou meu príncipe encantado, tampouco, o homem da minha vida, ele não existe. Engraçado, não é? Você não me conhece eu não te conheço e você me fez um bem.
Lembra aquilo que te falei quando conversamos a primeira vez? Que você não me decepcionou? E você ficou super curioso pra saber sobre o que eu estava falando, então, agora eu vou te contar: quando disse que você não me decepcionou estava falando de como foi a sua abordagem, você não estava interessado em mim, queria saber se eu estava disposta transar com você. E olha que surpresa, eu estava interessada em você. Eu olhei seu perfil naquela rede social, vi suas fotos, suas comunidades e achei que valia a pena te conhecer, pedi em uma prece que você não fosse igual aos outros, mas você se revelou igual aos outros. Longe de mim querer alguma coisa romântica, eu sabia exatamente o que iria rolar, mas você, conseguiu estragar uma coisa tão bacana como um encontro entre duas pessoas para partilharem uma coisa tão legal como sexo, numa coisa nojenta e suja.
E sabe o que eu penso sobre nosso encontro? Que seria no mínimo divertido, mas que pena, você me dispensou. Quer saber mais? Você amarelou, ficou com medo do que eu te falei nas mensagens que trocamos, o engraçado é que as mais picantes eram suas, eu apenas respondia ao que você escrevia. Concluí que posso ser uma mulher disposta, mas não posso dizer que sou. Posso dá pra você, mas tomar a rédea da situação, jamais! Posso ser dona do meu próprio prazer, mas serei vista como fácil e desfrutável por isso. Que contradição, meu Deus!!! Tantos aos, queimaram sutiãs, nos masculinizamos, mas no final ainda vale o estereótipo da mulher sonsa e assexuada. E muita vezes vejo de camarote a frustração de vocês homens ao escolheram a mulherzinha com companheira de vida.
Eu também sei o que pode me fazer bem e mal, e do jeito que a coisa andava e do tanto que eu fantasiava eu me ferraria bonito. Eu me sinto angustiada, queria ir com você, dá pra você, mas sabia que eu sairia machucada. Fiz então o que podia para me proteger: cortei todo e qualquer contato que nós poderíamos ter, e pouco adiantou, sigo ainda querendo e desejando sua atenção, uma palavra sua e um convite seu, mas sei que nada disso vai acontecer.
A essa altura, caso você leia este texto, deve estar se enchendo de orgulho ou talvez não entendendo nada. Olha o que você fez (aliás, não fez!) com a mulher adulta e independente, mas que está carente e necessitada e capaz de fazer qualquer coisa pra ter um pouco de carinho (!) em um sexo casual vazio!
E eu estou aqui, com o coração pequeno, raivosa e com uma ponta de inveja das outras mulheres que estiveram com você e sinceramente, não sei quem sou. Mas realmente não importa, porque o que realmente interessa e a imagem que projeto para os outros. O ser passa longe disso.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Diário de Viagem - Aventuras diurnas
Sexta-feira, resfriada até o cabelo, febre e dores pelo corpo, apesar disso, me aventurei e fui conhecer o Museu do Futebol (http://www.museudofutebol.org.br/historia/) e quando saia da estação do metrô Clínicas (a estação fica em frente ao Hospital das Clínicas) me deparei com o cemitério municipal. Não resisti e entrei. Ok, ok, vocês vão falar que é mórbido de mau gosto, mas o lugar é lindo! Eu, moradora de Brasília que sou, só vejo túmulos bidimensionais ao me deparar com aquele festival de estatua em mármore negro e branco em 3D, me encantei. Gente, é cada uma mais linda que outra! Têm anjos, Pietás, mini templos, Jesus Cristo pra todos os gostos e lógico, ler nos túmulos gente que está lá desde o século dezenove e uma espécie de oratório do soldado da Policia Militar de São Paulo. Pelo que pude entender, eles transladam os restos mortais dos policias que morreram em serviço, ou em atos heróicos.
Mas vamos ao Museu do Futebol, ele se localiza no Estádio do Pacaembu, no bairro do Pacaembu, o lugar é de fácil acesso e do metrô das Clinicas pega-se o ônibus Morro Grande, na parada do cemitério (rsrsrrs) e peça para o motorista te deixar em frente ao Pacaembu, na Praça Charles Muller, que de praça só tem o nome, na verdade, é o estacionamento do estádio e é gigantesco! Não tenham medo de se perder, quem tem boca vai a Roma, então, qualquer dúvida, pergunte as pessoas, elas terão o maior prazer em te indicar o caminho. E o museu super vale a pena conhecer, não tem relíquias ou objetos de valor, o forte dele é a tecnologia, lá você vai conhecer a origem do futebol, das regras, gírias, expressões, repórteres, comentaristas, jogadores, cartolas (sabe o que é isso?), os craques e tudo que se pode dizer sobre futebol. Há painéis que se movem, uma linha do tempo sobre o que de mais relevante aconteceu no mudo no ano em que aconteciam as copas do mundo, mesas pra você escolher e ouvir a narração dos gols e jogadas mais famosas.
Um vão entre um andar e outro é o lugar dedicado às torcidas, o lugar é o alicerce das arquibancadas do estádio, não tem ventilação, é grosseiro e feio, e um cheiro de suor, terra que faz lembrar um amontoado de gente, enormes telões te cercam e mostram as mais diversas torcidas organizadas, cantando o hino e os gritos de guerra do clube do coração; é uma barulheira infernal! Você realmente se sente no meio de uma torcida. Muito massa!!! Detalhe, professor com seu holerite (?) não paga, viu? É assim nos museus de São Paulo, ou você não paga ou paga meia.
O museu conta também com uma loja de presentes – Roxos e Doentes, um restaurante, o Bar do Torcedor, com chopp da Brahma e a comida é super gostosa. Têm acesso aos portadores de necessidades especiais, com elevadores e banheiros.
Foi um dos poucos lugares em que tirei foto, às quatro da tarde pedi arrego, espirrava aos trancos e me sentia febril, fui pra casa e tomei remédio, o Leo e o Vini me ligavam e falavam das Heinekem geladas que estavam bebendo e eu sem condição. Repetindo Dadá Coelho: pobre quando encontra um ovo ele está goro. Ai!!!
No sábado Feijoada no Portela (Rua Prof. Sebastião Soares de Faria, 61 - Bela Vista - São Paulo / SP), o bar tem mais de quarenta anos, e é um dos melhores botecos em que já pisei, comida boa e barata e personalizada, o atendimento é maravilhoso e os donos vão sempre conversar com os frequentadores. A Tita minha prima é uma das fieis clientes do lugar, vai pra almoçar, comer um belisquete, jantar e até tomar uma cerveja, não é legal?
Quanto ao prato em questão, a feijoada, advirto que se você só vai nela porque tem lingüiça, então passe longe desta aqui, a iguaria do Portella não tem lingüiça ou paio, mas tem todos os outros pertences do porco e é absolutamente sensacional. Sem falar que ela é servida com duas bistecas maravilhosas que estão incluídas nos acompanhamentos. Peça a porção grande se você tiver em três pessoas ou mais. Recomendo.
Depois dessa tomei meu remédio para o resfriado e fui dormir, afinal, a noite estava me chamando.
Mas vamos ao Museu do Futebol, ele se localiza no Estádio do Pacaembu, no bairro do Pacaembu, o lugar é de fácil acesso e do metrô das Clinicas pega-se o ônibus Morro Grande, na parada do cemitério (rsrsrrs) e peça para o motorista te deixar em frente ao Pacaembu, na Praça Charles Muller, que de praça só tem o nome, na verdade, é o estacionamento do estádio e é gigantesco! Não tenham medo de se perder, quem tem boca vai a Roma, então, qualquer dúvida, pergunte as pessoas, elas terão o maior prazer em te indicar o caminho. E o museu super vale a pena conhecer, não tem relíquias ou objetos de valor, o forte dele é a tecnologia, lá você vai conhecer a origem do futebol, das regras, gírias, expressões, repórteres, comentaristas, jogadores, cartolas (sabe o que é isso?), os craques e tudo que se pode dizer sobre futebol. Há painéis que se movem, uma linha do tempo sobre o que de mais relevante aconteceu no mudo no ano em que aconteciam as copas do mundo, mesas pra você escolher e ouvir a narração dos gols e jogadas mais famosas.
Um vão entre um andar e outro é o lugar dedicado às torcidas, o lugar é o alicerce das arquibancadas do estádio, não tem ventilação, é grosseiro e feio, e um cheiro de suor, terra que faz lembrar um amontoado de gente, enormes telões te cercam e mostram as mais diversas torcidas organizadas, cantando o hino e os gritos de guerra do clube do coração; é uma barulheira infernal! Você realmente se sente no meio de uma torcida. Muito massa!!! Detalhe, professor com seu holerite (?) não paga, viu? É assim nos museus de São Paulo, ou você não paga ou paga meia.
O museu conta também com uma loja de presentes – Roxos e Doentes, um restaurante, o Bar do Torcedor, com chopp da Brahma e a comida é super gostosa. Têm acesso aos portadores de necessidades especiais, com elevadores e banheiros.
Foi um dos poucos lugares em que tirei foto, às quatro da tarde pedi arrego, espirrava aos trancos e me sentia febril, fui pra casa e tomei remédio, o Leo e o Vini me ligavam e falavam das Heinekem geladas que estavam bebendo e eu sem condição. Repetindo Dadá Coelho: pobre quando encontra um ovo ele está goro. Ai!!!
No sábado Feijoada no Portela (Rua Prof. Sebastião Soares de Faria, 61 - Bela Vista - São Paulo / SP), o bar tem mais de quarenta anos, e é um dos melhores botecos em que já pisei, comida boa e barata e personalizada, o atendimento é maravilhoso e os donos vão sempre conversar com os frequentadores. A Tita minha prima é uma das fieis clientes do lugar, vai pra almoçar, comer um belisquete, jantar e até tomar uma cerveja, não é legal?
Quanto ao prato em questão, a feijoada, advirto que se você só vai nela porque tem lingüiça, então passe longe desta aqui, a iguaria do Portella não tem lingüiça ou paio, mas tem todos os outros pertences do porco e é absolutamente sensacional. Sem falar que ela é servida com duas bistecas maravilhosas que estão incluídas nos acompanhamentos. Peça a porção grande se você tiver em três pessoas ou mais. Recomendo.
Depois dessa tomei meu remédio para o resfriado e fui dormir, afinal, a noite estava me chamando.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Diário de viagem: a desventura
Queridos Amigos,
Cá estou novamente em Sampa, e desta vez a viagem se não foi um parto foi quase uma desventura em série. Começando em casa, numa semana atípica aconteceu de tudo: tinha trabalho para entregar no meu curso, trabalho acumulado, a TV do meu quarto deu pau, não tive tempo de arrumar a mala, foi tudo jogado lá dentro e ainda tive que comparecer em juízo no dia da viagem (às 17:30, horário combinado pra sair de casa, eu estava no fórum pedindo ao analista, minha ressalva, aff!!! Mas deu tudo certo, ou quase!), cheguei em casa esbaforida e só puxei o zíper e saí correndo.
Enfim, cheguei a tempo no Aeroporto e quando pensei que tudo daria certo, sentei-me, peguei meu livro de papel, acomodei-me e fui esperar a chamada do voo. Ele chegou? Claro que não. Às 19:30 eu perguntei pra duas senhorinhas que estavam ao meu lado o que estava acontecendo e elas responderam que o voo estava atrasado e que a previsão seria às 21:50, detalhe, eram sete e meia da noite e meu estômago já reclamava, na correria não tinha dado tempo de lanchar, apelei pro suco e pão de queijo a preço de restaurante a la carte, o preço de se comer em aeroporto. Até aí tudo bem, lanchei, liguei em casa pra dizer que estava ainda em Bsb, peguei o endereço da Tita –sei onde é, mas como explicar por taxista? Enfim, me mexi.
Às 21:50 eu já havia desistido do meu livro e estava no note book, lendo meu livro florzinha, quando uma moça que iria no mesmo vôo começou a circular pela sala de espera perguntando quem estava indo pra Guarulhos no vôo 1737 (anotem!) e quem respondia ela explicava que tinha sido adiado de novo, com previsão de chegada da aeronave em Bsb, às 23:00, entenderam? Previsão. E a gente só sabia disso pela Gol uns vinte a trinta minutos depois que a rádio corredor estava a todo vapor.
A Gol, estava distribuindo tickets para jantar e que todos nós aguardássemos a confirmação do voo. Houve passageiros que ensairam querer a devolução do dinheiro, hospedagem e os outros itens do kit de passageiro enrolado pela companhia aérea, mas a moça já foi falando que se não fossemos nesse avião, só teria vaga pra quarta-feira. A reclamação cessou geral, não sem grunhidos e com certeza jogaram uma praga na coitada. Fomos jantar. A essa altura eu já tinha feito uma amiga íntima, a Viviane e tinha vários conhecidos que sorriam ou me inclinavam a cabeça quando passava por eles. O restaurante em questão ficava do outro lado do aeroporto na Praça de Alimentação e era um Giraffa´s querendo ser chique. Pra conseguir ser atendida faltei subir na mesa e dançar o rebolation, o que não adiantou nada. Tivemos que ir ao balcão, mas até que a comida não demorou muito, estava cozida e passável. Alimentados voltamos pra sala de espera e esperamos. Nesse ínterim, achei uma revista que li, um jornal que passei os olhos, liguei em casa novamente e por fim a aeronave pousou às 23:10, quando a mocinha falou no auto falante, houve palmas e vivas por parte dos passageiros. Que horas começamos a embarcar? 23:30. Uma fila quilométrica de gente cansada, criança chorando e gente fula da vida.
Acomodados, levantamos voo à 00:10, enquanto taxiávamos pela pista percebi a fila de aviões tanto atrás como na frente, calculei o tempo e todos eles decolavam com um intervalo máximo de 2 minutos, tem noção? Havia dois aviões na nossa frente e quatro esperando depois de nós.
Bom, a viagem foi tranqüila e sem turbulência, chegamos em Cumbica 01:30 da manhã, e se vocês pensam que tudo acabou, nãnãninãnã!!! Depois que recolhemos as malas fomos atrás de translado, pois, estávamos em Guarulhos, como chegar em São Paulo aquela hora da madrugada? Se vocês acham que algum funcionário da Gol estava no desembarque para nos ajudar enganaram-se. Não havia ninguém! Pra nossa sorte a mocinha de Bsb, nos explicou o caminho das pedras e falou pra irmos ao chek in (?) e pedir que a empresa providenciasse translado pra todo mundo. E foi exatamente o que eles fizeram, juntaram pessoas com destinos comuns e gente que ia pra perto. Eu fiquei com a Alice, uma garota de São Luis, que veio a São Paulo para um congresso, ela ia pra São João e eu pro Bela Vista. Tudo perto.
Muito bem. Com o vale táxi na mão, fomos para o ponto do táxi e conseguimos um carro, já estava mais que feliz. Mas como diz Dadá Coelho: pobre quando acha um ovo, ele ta goro. O meu gorou na hora que demos o itinerário para o taxista, quando ele viu que eram duas paradas uma na São João e outra no Bela Vista, argumentou e contra argumentou, e não adiantou o rapaz afirmar que era itinerário e taxímetro ligado, o homem fez a gente sair do táxi onde já estávamos sentados, tirou nossa malas do bagageiro e pegou outros passageiros que iam para o mesmo lugar. O supervisor, então, foi lá resolver o problema. E isso eram 02:15 da manhã!!! Mooorraaaa!!! Às 02:30 o moço da Gol chegou, com um novo vale táxi e finalmente embarcamos em direção a São Paulo. Cheguei na casa da Tita às 03:15 da manhã, morta de cansada e puta.
Mas em nenhum momento perdi a paciência com funcionário ou com as pessoas que estavam ao meu lado, ninguém tinha culpa, bom, pelo menos a balconista do atendimento ou o pessoal do avião, eles eram tão vítimas quanto nós passageiros. Imagina, ter que montar uma tripulação e ir buscar 192 passageiros em um vôo bate e volta? Ninguém merece, imagina a tripulação. Era nítido na cara de todos eles que estavam tão putos quanto nós.
No meio de toda essa confusão eu só pensava no preço da passagem: R$85,00 que me custaram uma noite insana dentro de um aeroporto lotado. Ô barato que saiu caro!!!
Tomara que as próximas aventuras valham a pena.
Beijos
Cá estou novamente em Sampa, e desta vez a viagem se não foi um parto foi quase uma desventura em série. Começando em casa, numa semana atípica aconteceu de tudo: tinha trabalho para entregar no meu curso, trabalho acumulado, a TV do meu quarto deu pau, não tive tempo de arrumar a mala, foi tudo jogado lá dentro e ainda tive que comparecer em juízo no dia da viagem (às 17:30, horário combinado pra sair de casa, eu estava no fórum pedindo ao analista, minha ressalva, aff!!! Mas deu tudo certo, ou quase!), cheguei em casa esbaforida e só puxei o zíper e saí correndo.
Enfim, cheguei a tempo no Aeroporto e quando pensei que tudo daria certo, sentei-me, peguei meu livro de papel, acomodei-me e fui esperar a chamada do voo. Ele chegou? Claro que não. Às 19:30 eu perguntei pra duas senhorinhas que estavam ao meu lado o que estava acontecendo e elas responderam que o voo estava atrasado e que a previsão seria às 21:50, detalhe, eram sete e meia da noite e meu estômago já reclamava, na correria não tinha dado tempo de lanchar, apelei pro suco e pão de queijo a preço de restaurante a la carte, o preço de se comer em aeroporto. Até aí tudo bem, lanchei, liguei em casa pra dizer que estava ainda em Bsb, peguei o endereço da Tita –sei onde é, mas como explicar por taxista? Enfim, me mexi.
Às 21:50 eu já havia desistido do meu livro e estava no note book, lendo meu livro florzinha, quando uma moça que iria no mesmo vôo começou a circular pela sala de espera perguntando quem estava indo pra Guarulhos no vôo 1737 (anotem!) e quem respondia ela explicava que tinha sido adiado de novo, com previsão de chegada da aeronave em Bsb, às 23:00, entenderam? Previsão. E a gente só sabia disso pela Gol uns vinte a trinta minutos depois que a rádio corredor estava a todo vapor.
A Gol, estava distribuindo tickets para jantar e que todos nós aguardássemos a confirmação do voo. Houve passageiros que ensairam querer a devolução do dinheiro, hospedagem e os outros itens do kit de passageiro enrolado pela companhia aérea, mas a moça já foi falando que se não fossemos nesse avião, só teria vaga pra quarta-feira. A reclamação cessou geral, não sem grunhidos e com certeza jogaram uma praga na coitada. Fomos jantar. A essa altura eu já tinha feito uma amiga íntima, a Viviane e tinha vários conhecidos que sorriam ou me inclinavam a cabeça quando passava por eles. O restaurante em questão ficava do outro lado do aeroporto na Praça de Alimentação e era um Giraffa´s querendo ser chique. Pra conseguir ser atendida faltei subir na mesa e dançar o rebolation, o que não adiantou nada. Tivemos que ir ao balcão, mas até que a comida não demorou muito, estava cozida e passável. Alimentados voltamos pra sala de espera e esperamos. Nesse ínterim, achei uma revista que li, um jornal que passei os olhos, liguei em casa novamente e por fim a aeronave pousou às 23:10, quando a mocinha falou no auto falante, houve palmas e vivas por parte dos passageiros. Que horas começamos a embarcar? 23:30. Uma fila quilométrica de gente cansada, criança chorando e gente fula da vida.
Acomodados, levantamos voo à 00:10, enquanto taxiávamos pela pista percebi a fila de aviões tanto atrás como na frente, calculei o tempo e todos eles decolavam com um intervalo máximo de 2 minutos, tem noção? Havia dois aviões na nossa frente e quatro esperando depois de nós.
Bom, a viagem foi tranqüila e sem turbulência, chegamos em Cumbica 01:30 da manhã, e se vocês pensam que tudo acabou, nãnãninãnã!!! Depois que recolhemos as malas fomos atrás de translado, pois, estávamos em Guarulhos, como chegar em São Paulo aquela hora da madrugada? Se vocês acham que algum funcionário da Gol estava no desembarque para nos ajudar enganaram-se. Não havia ninguém! Pra nossa sorte a mocinha de Bsb, nos explicou o caminho das pedras e falou pra irmos ao chek in (?) e pedir que a empresa providenciasse translado pra todo mundo. E foi exatamente o que eles fizeram, juntaram pessoas com destinos comuns e gente que ia pra perto. Eu fiquei com a Alice, uma garota de São Luis, que veio a São Paulo para um congresso, ela ia pra São João e eu pro Bela Vista. Tudo perto.
Muito bem. Com o vale táxi na mão, fomos para o ponto do táxi e conseguimos um carro, já estava mais que feliz. Mas como diz Dadá Coelho: pobre quando acha um ovo, ele ta goro. O meu gorou na hora que demos o itinerário para o taxista, quando ele viu que eram duas paradas uma na São João e outra no Bela Vista, argumentou e contra argumentou, e não adiantou o rapaz afirmar que era itinerário e taxímetro ligado, o homem fez a gente sair do táxi onde já estávamos sentados, tirou nossa malas do bagageiro e pegou outros passageiros que iam para o mesmo lugar. O supervisor, então, foi lá resolver o problema. E isso eram 02:15 da manhã!!! Mooorraaaa!!! Às 02:30 o moço da Gol chegou, com um novo vale táxi e finalmente embarcamos em direção a São Paulo. Cheguei na casa da Tita às 03:15 da manhã, morta de cansada e puta.
Mas em nenhum momento perdi a paciência com funcionário ou com as pessoas que estavam ao meu lado, ninguém tinha culpa, bom, pelo menos a balconista do atendimento ou o pessoal do avião, eles eram tão vítimas quanto nós passageiros. Imagina, ter que montar uma tripulação e ir buscar 192 passageiros em um vôo bate e volta? Ninguém merece, imagina a tripulação. Era nítido na cara de todos eles que estavam tão putos quanto nós.
No meio de toda essa confusão eu só pensava no preço da passagem: R$85,00 que me custaram uma noite insana dentro de um aeroporto lotado. Ô barato que saiu caro!!!
Tomara que as próximas aventuras valham a pena.
Beijos
sábado, 24 de julho de 2010
Da vida e da morte
Da vida e da morte
Não estamos preparados para a morte. Foi essa a constatação que tive ao conversar com uma colega de faculdade que não via fazia anos. E foi ali, no meio do shopping e do barulho da praça de alimentação que ela me contou que havia perdido um filho. Às vezes, acho que sou uma das poucas pessoas que vêem na morte um acontecimento social. Sim, afora a dor, o sofrimento da família e ter alguém estirado no meio do salão, velório é evento social que como tal exige comportamento e roupa adequada. É um momento onde a família, os amigos e os penetras estão lá para celebrar a vida e se despedir de alguém. Onde experimentamos um turbilhão de emoções comandando nosso comportamento.
Estão lá os familiares conformados ou atônitos e sem chão com o ocorrido, alguns amigos tristes, outros nem tanto e os penetras que querem saber o que aconteceu. Recentemente enterrei duas amigas em menos de um mês, com a primeira, fiquei triste e foi doloroso ver os pais dela já velhinhos sentados ao lado do caixão enterrando mais um filho. Detalhe: minha amiga sofria de uma doença hereditária que já havia levado dois irmãos. Então já viu a comoção. Já a outra não me afetou tanto, durante o funeral encontrei antigos colegas de trabalho e passamos a cerimônia inteira atrás da capela relembrando os velhos tempos e nossos bons momentos juntos.
Isso me lembra uma amiga me contando que tem um primo que ela adora, mas eles só se encontram em casamentos e velórios da família, ela afirma que eles dão boas risadas e aproveitam pra colocar o papo em dia. Fiquei imaginando se eles vão dar boas risadas quando alguém muito querido for o morto da vez.
Com a minha primeira amiga, pude observar como as pessoas estavam chocadas e ouvi muitos comentários do tipo: Não sei como reagiria se minha mãe morresse ou eu enlouqueceria se isso acontecesse comigo. Ora, quando lidamos com a morte a grande questão não é se, mas quando. E mais, não existe curso com o titulo: Como perder sua mãe em 10 lições ou O que devo fazer quando alguém que eu amo morreu? Com 180 horas e certificação no final. Isso nós aprendemos na porrada e na dor.
Morrer faz parte de vida, isso é fato. E por mais antinatural que pareça, filhos morrem antes dos pais, pais morrem quando seus filhos ainda são pequenos e às vezes a morte leva dois ou mais da família de uma só vez. Meu amigo João, enterrou de uma só vez o cunhado e dois sobrinhos, minha mãe tem uma amiga que enterrou o marido e a filha no mesmo dia, e outro amigo que enterrou os pais juntos, vitimas de um acidente de transito. Se faz parte do nosso cotidiano, por que é tão difícil lidar com ela? Porque a morte escapa ao nosso controle, principalmente neste século onde a maioria das doenças são curáveis, somos limpos e asseados e temos acesso a muita informação e mais centenas de ferramentas que prolongam a vida. Nós não queremos a morte faça parte do nosso cotidiano. Percebemos que quanto mais tentamos afastá-la mais difícil fica administrar o luto quando nos deparamos com ela. Não é fugindo dela que nos manteremos a salvo. Sabe aquele ditado se correr o bicho pega... Como tudo na vida a morte tem que ser encarada de frente.
A minha amiga que perdeu o filho me contou todas as suas dificuldades: a revolta, a dor, a tristeza e a força de se levantar todos os dias e continuar vivendo. Claro, que falei de psicólogos, filmes, reforcei que respeitasse o tempo dela. No que ela me devolveu dizendo que tudo que passou e continua passando é encarado de cara limpa, pois ela se recusa a tomar qualquer coisa que aplaque sua dor. Mulher corajosa essa. Mas percebi que a dor não diminuiu ao ponto dela ver graça na vida, ainda. Paciência, o tempo dela vai chegar, eu sinceramente espero.
Recentemente revi Crepúsculo e vi uma frase que ilustra bem isso:... “morrer é fácil, tranqüilo; viver é mais difícil.” Sim, viver é muito mais difícil, continuar a andar sobre a terra, ver o sol nascer e se por, traz a tona uma série de questionamentos: Por que ele? Por que não fui eu? E agora? O que vai ser de mim? Da minha vida? Particularmente acredito que não se vive um dia a mais do que nos é proposto, não interessa se é jovem ou velho. Acreditar que além da nossa vida há algo maior e o mais importante, amar e ser amado, pela família e amigos torna essa experiência cruel, muito mais fácil. Se manter são, sóbrio e corajoso nos torna, mais fortes, mas não imunes.
A morte faz parte da vida, como reagimos a ela é o que nos diferencia e faz a vida valer a pena.
Beijos.
Não estamos preparados para a morte. Foi essa a constatação que tive ao conversar com uma colega de faculdade que não via fazia anos. E foi ali, no meio do shopping e do barulho da praça de alimentação que ela me contou que havia perdido um filho. Às vezes, acho que sou uma das poucas pessoas que vêem na morte um acontecimento social. Sim, afora a dor, o sofrimento da família e ter alguém estirado no meio do salão, velório é evento social que como tal exige comportamento e roupa adequada. É um momento onde a família, os amigos e os penetras estão lá para celebrar a vida e se despedir de alguém. Onde experimentamos um turbilhão de emoções comandando nosso comportamento.
Estão lá os familiares conformados ou atônitos e sem chão com o ocorrido, alguns amigos tristes, outros nem tanto e os penetras que querem saber o que aconteceu. Recentemente enterrei duas amigas em menos de um mês, com a primeira, fiquei triste e foi doloroso ver os pais dela já velhinhos sentados ao lado do caixão enterrando mais um filho. Detalhe: minha amiga sofria de uma doença hereditária que já havia levado dois irmãos. Então já viu a comoção. Já a outra não me afetou tanto, durante o funeral encontrei antigos colegas de trabalho e passamos a cerimônia inteira atrás da capela relembrando os velhos tempos e nossos bons momentos juntos.
Isso me lembra uma amiga me contando que tem um primo que ela adora, mas eles só se encontram em casamentos e velórios da família, ela afirma que eles dão boas risadas e aproveitam pra colocar o papo em dia. Fiquei imaginando se eles vão dar boas risadas quando alguém muito querido for o morto da vez.
Com a minha primeira amiga, pude observar como as pessoas estavam chocadas e ouvi muitos comentários do tipo: Não sei como reagiria se minha mãe morresse ou eu enlouqueceria se isso acontecesse comigo. Ora, quando lidamos com a morte a grande questão não é se, mas quando. E mais, não existe curso com o titulo: Como perder sua mãe em 10 lições ou O que devo fazer quando alguém que eu amo morreu? Com 180 horas e certificação no final. Isso nós aprendemos na porrada e na dor.
Morrer faz parte de vida, isso é fato. E por mais antinatural que pareça, filhos morrem antes dos pais, pais morrem quando seus filhos ainda são pequenos e às vezes a morte leva dois ou mais da família de uma só vez. Meu amigo João, enterrou de uma só vez o cunhado e dois sobrinhos, minha mãe tem uma amiga que enterrou o marido e a filha no mesmo dia, e outro amigo que enterrou os pais juntos, vitimas de um acidente de transito. Se faz parte do nosso cotidiano, por que é tão difícil lidar com ela? Porque a morte escapa ao nosso controle, principalmente neste século onde a maioria das doenças são curáveis, somos limpos e asseados e temos acesso a muita informação e mais centenas de ferramentas que prolongam a vida. Nós não queremos a morte faça parte do nosso cotidiano. Percebemos que quanto mais tentamos afastá-la mais difícil fica administrar o luto quando nos deparamos com ela. Não é fugindo dela que nos manteremos a salvo. Sabe aquele ditado se correr o bicho pega... Como tudo na vida a morte tem que ser encarada de frente.
A minha amiga que perdeu o filho me contou todas as suas dificuldades: a revolta, a dor, a tristeza e a força de se levantar todos os dias e continuar vivendo. Claro, que falei de psicólogos, filmes, reforcei que respeitasse o tempo dela. No que ela me devolveu dizendo que tudo que passou e continua passando é encarado de cara limpa, pois ela se recusa a tomar qualquer coisa que aplaque sua dor. Mulher corajosa essa. Mas percebi que a dor não diminuiu ao ponto dela ver graça na vida, ainda. Paciência, o tempo dela vai chegar, eu sinceramente espero.
Recentemente revi Crepúsculo e vi uma frase que ilustra bem isso:... “morrer é fácil, tranqüilo; viver é mais difícil.” Sim, viver é muito mais difícil, continuar a andar sobre a terra, ver o sol nascer e se por, traz a tona uma série de questionamentos: Por que ele? Por que não fui eu? E agora? O que vai ser de mim? Da minha vida? Particularmente acredito que não se vive um dia a mais do que nos é proposto, não interessa se é jovem ou velho. Acreditar que além da nossa vida há algo maior e o mais importante, amar e ser amado, pela família e amigos torna essa experiência cruel, muito mais fácil. Se manter são, sóbrio e corajoso nos torna, mais fortes, mas não imunes.
A morte faz parte da vida, como reagimos a ela é o que nos diferencia e faz a vida valer a pena.
Beijos.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Como sobreviver a um incêndio em um prédio
Como sobreviver a um incêndio em um prédio
Tenha sempre em mente que quando o alarme soar, pode não ser um treinamento, mas um incêndio de verdade.
Não saia pelas escadas com carpetes ou ladeadas com vidros, tanto o carpete como o vidros são bons condutores de calor e podem pegar fogo ou explodir.
Procure as escadas de incêndio, elas estão preparadas para suportar altas temperaturas e as portas geralmente são corta-fogo.
Não entre em pânico em caso do fogo bloquear o caminho, e para não ser tragado pela multidão em pânico em caso de mudança de rota, segure-se no corrimão com sua mão direita, segure seu companheiro com a mão esquerda e cubra seu rosto com este braço e faça o caminho.
Ao chegar em um lugar seguro, aproveite e pegue tudo que você pode vir a precisar: garrafas de água, estiletes, facas, extratores de clips, aquele pedaço ferro da cadeira quebrada, kit de primeiro socorros.
Se encontrar um banheiro, entre, molhe sua roupa, seu cabelo, isso vai retardar o calor e impedir que você pegue fogo rsrsrrs, aproveite e encha suas garrafas de água, já sabe porque, não é?
Jamais use o elevador em caso de incêndio.
Use a tecnologia, com o celular fotografe o mapa do prédio, ele será o guia para se localizar e encontrar a saída e mande mensagens para parentes e amigos dando sua localização, quantos estão com você; ligações estão fora de cogitação, o barulho torna impossível ser ouvido ou falar com alguém.
Em situações assim você precisará ter espírito de equipe, escolha entre o grupo um homem de frente que será responsável de levar o grupo adiante, um navegador que com o mapa do prédio no celular dirá o caminho e o homem do final que fechará as portas e se encarregará de não deixar ninguém para trás.
Se entrar em uma sala SEMPRE feche a porta, ela impede que o fogo se espalhe para onde você está indo.
Se uma escada de incêndio está inutilizada, procure outra, prédios sempre tem duas escadas de emergência. Use o mapa que foi fotografado no celular.
Use pos-it, aqueles papeis de recado autocolantes, marque o caminho, cole-os nas paredes na altura do seu joelho com uma seta desenhada, isso será o marcador do caminho, no caso de precisar voltar, eles serão o seu guia.
Observe como o fogo se comporta, olhe os objetos durante o incêndio, se os objetos de plástico estão derretendo é sinal que o calor chegou a mais de duzentos graus.
Nunca abra uma porta de qualquer jeito, primeiro sinta se o calor chegou a porta, detalhe: sempre com o dorso da mão, esta é mais sensível e se você usar a palma, a mão pode se queimar inutilizando-a para tarefas mais importantes. Faça assim: veja se a porta está quente começando por cima até finalmente chegar ao trinco se ela estiver quente, é indicio de fogo atrás dela. Não abra, procure outra.
Durante sua fuga alguém se feriu no fogo? Remova-o, coloque-o em um lugar seguro, tire suas roupas, não arrancando, mas removendo-as cuidadosamente. Refresque os ferimentos, jogando água delicadamente; se ela queimou as mãos, enrole cada um dos dedos para que não colem enquanto espera por socorro, mantenha a vítima aquecida.
É impossível levá-lo junto e ficar com ele está fora de cogitação? Explique para seu colega que ele ficará e que só tentando sair do prédio vocês terão uma chance de escapar com vida. Deixe-o, prometendo que uma equipe virá buscá-lo assim que vocês conseguirem sair do prédio.
Se você estiver no meio de um incêndio sem ter como sair tanto pela frente com por trás, não vacile: saia pelo meio. No meio tem uma parede? Quebre-a, faça um buraco onde você possa passar, nem muito largo ou muito estreito.
No meio do fogo, arraste-se pelo chão, é ali onde ainda tem oxigênio.
Se a única chance de escapar for pelas janelas, procure aquelas que têm vidro temperado, são mais fáceis de quebrar e mais seguras.
Se tiver que descer pelas janelas, use os fios da central de informática, junte seis ou mais rolos de fios, torça-os para formar uma corda e faça uma cadeira em seu próprio corpo.
Se a única coisa que restar é pular do prédio naqueles colchões de ar, pule.
Do lado de fora avise aos parentes e amigos que você conseguiu sair e que está bem, informe aos bombeiros sobre seu colega ferido que ficou, dando a localização exata de onde ele está.
E por último; RESPIRE, fique calmo e tente lembrar de tudo isso.
Tenha sempre em mente que quando o alarme soar, pode não ser um treinamento, mas um incêndio de verdade.
Não saia pelas escadas com carpetes ou ladeadas com vidros, tanto o carpete como o vidros são bons condutores de calor e podem pegar fogo ou explodir.
Procure as escadas de incêndio, elas estão preparadas para suportar altas temperaturas e as portas geralmente são corta-fogo.
Não entre em pânico em caso do fogo bloquear o caminho, e para não ser tragado pela multidão em pânico em caso de mudança de rota, segure-se no corrimão com sua mão direita, segure seu companheiro com a mão esquerda e cubra seu rosto com este braço e faça o caminho.
Ao chegar em um lugar seguro, aproveite e pegue tudo que você pode vir a precisar: garrafas de água, estiletes, facas, extratores de clips, aquele pedaço ferro da cadeira quebrada, kit de primeiro socorros.
Se encontrar um banheiro, entre, molhe sua roupa, seu cabelo, isso vai retardar o calor e impedir que você pegue fogo rsrsrrs, aproveite e encha suas garrafas de água, já sabe porque, não é?
Jamais use o elevador em caso de incêndio.
Use a tecnologia, com o celular fotografe o mapa do prédio, ele será o guia para se localizar e encontrar a saída e mande mensagens para parentes e amigos dando sua localização, quantos estão com você; ligações estão fora de cogitação, o barulho torna impossível ser ouvido ou falar com alguém.
Em situações assim você precisará ter espírito de equipe, escolha entre o grupo um homem de frente que será responsável de levar o grupo adiante, um navegador que com o mapa do prédio no celular dirá o caminho e o homem do final que fechará as portas e se encarregará de não deixar ninguém para trás.
Se entrar em uma sala SEMPRE feche a porta, ela impede que o fogo se espalhe para onde você está indo.
Se uma escada de incêndio está inutilizada, procure outra, prédios sempre tem duas escadas de emergência. Use o mapa que foi fotografado no celular.
Use pos-it, aqueles papeis de recado autocolantes, marque o caminho, cole-os nas paredes na altura do seu joelho com uma seta desenhada, isso será o marcador do caminho, no caso de precisar voltar, eles serão o seu guia.
Observe como o fogo se comporta, olhe os objetos durante o incêndio, se os objetos de plástico estão derretendo é sinal que o calor chegou a mais de duzentos graus.
Nunca abra uma porta de qualquer jeito, primeiro sinta se o calor chegou a porta, detalhe: sempre com o dorso da mão, esta é mais sensível e se você usar a palma, a mão pode se queimar inutilizando-a para tarefas mais importantes. Faça assim: veja se a porta está quente começando por cima até finalmente chegar ao trinco se ela estiver quente, é indicio de fogo atrás dela. Não abra, procure outra.
Durante sua fuga alguém se feriu no fogo? Remova-o, coloque-o em um lugar seguro, tire suas roupas, não arrancando, mas removendo-as cuidadosamente. Refresque os ferimentos, jogando água delicadamente; se ela queimou as mãos, enrole cada um dos dedos para que não colem enquanto espera por socorro, mantenha a vítima aquecida.
É impossível levá-lo junto e ficar com ele está fora de cogitação? Explique para seu colega que ele ficará e que só tentando sair do prédio vocês terão uma chance de escapar com vida. Deixe-o, prometendo que uma equipe virá buscá-lo assim que vocês conseguirem sair do prédio.
Se você estiver no meio de um incêndio sem ter como sair tanto pela frente com por trás, não vacile: saia pelo meio. No meio tem uma parede? Quebre-a, faça um buraco onde você possa passar, nem muito largo ou muito estreito.
No meio do fogo, arraste-se pelo chão, é ali onde ainda tem oxigênio.
Se a única chance de escapar for pelas janelas, procure aquelas que têm vidro temperado, são mais fáceis de quebrar e mais seguras.
Se tiver que descer pelas janelas, use os fios da central de informática, junte seis ou mais rolos de fios, torça-os para formar uma corda e faça uma cadeira em seu próprio corpo.
Se a única coisa que restar é pular do prédio naqueles colchões de ar, pule.
Do lado de fora avise aos parentes e amigos que você conseguiu sair e que está bem, informe aos bombeiros sobre seu colega ferido que ficou, dando a localização exata de onde ele está.
E por último; RESPIRE, fique calmo e tente lembrar de tudo isso.
sábado, 1 de maio de 2010
O texto não é meu, mas achei tão bacana que resolvi postar aqui.
Leiam, pensem e reflitam.
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por que?
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro — concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
(Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro Mulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo)
Beijo, povo!!!!
Leiam, pensem e reflitam.
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por que?
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro — concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
(Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro Mulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo)
Beijo, povo!!!!
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